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Quando o empresário deve buscar ajuda?

Por: Amin Alves Murad (CEO na Arm Gestão Consultoria)

Elaboracao De Diagnostico

Em um cenário econômico sem um horizonte claro, com juros altos e projeções de novos aumentos da SELIC ao longo dos próximos meses, a política monetária brasileira para 2025 não se mostra favorável ao empresário, que tende a ficar cada vez mais preocupado com o andamento de seus negócios.

De repente, ele percebe que existe uma queda silenciosa das margens e dos resultados e percebe que tem um problema. O que acontece, então? Sem controle e sem indicadores precisos, não existem ferramentas para um diagnóstico preciso. Logo, o empresário opta pelo remédio errado. Em geral, esses remédios são empréstimos bancários ou com outras instituições financeiras, com enormes garantias, muitas vezes incluindo bens pessoais. E assim, caminha para uma crise.

Sem o devido conhecimento, ou direcionamento, a culpa pela crise poderá ser atribuída à concorrência, ao aumento de impostos, à chuva, à sazonalidade, ao sindicato… enfim. Existe uma série de problemas em todas as empresas que podem impactar negativamente os negócios. No entanto, a questão pode ser outra, relacionada a fatores que não estão sob o controle do empresário.

Daí em diante, começa um ciclo vicioso, em que o acionista passa, cada vez mais, a injetar recursos próprios ou de terceiros nos negócios – que segue em crise.  Agora, o banco que ajudou o empresário se torna uma espécie de vilão. Ele diz que os juros altos não estão deixando a empresa se recuperar.

Outra situação recorrente é a empresa entender precisar apenas de um capital de giro adicional para sair de uma crise momentânea, mas que, de maneira geral, está tudo sob controle. Quando na verdade, o negócio tem uma enfermidade não detectada, que pode se agravar ao longo do tempo. O capital de giro faz parte de um contexto bem mais amplo de um diagnóstico do negócio. É provável que seja necessário um conjunto de ações para solucionar o problema.

Um fator muito importante na gestão de qualquer negócio, é enxergar as finanças da empresa lá na frente, com meses ou, a depender da maturidade empresarial, com anos de antecedência. Isso só é possível com uma projeção de fluxo de caixa, vendas, recebimentos, custos e despesas.

Ainda que não exista uma crise consolidada, se o empresário não tem controle do fluxo financeiro e nem projeções futuras, é a hora de pedir ajuda a uma consultoria empresarial especializada. O objetivo é que todo o negócio seja minuciosamente analisado a fim de que o diagnóstico seja certeiro na hora de equilibrar as contas e garantir sua perpetuidade. Bancos apenas emprestam dinheiro, mas não têm expertise em soluções, tampouco são os culpados pelos problemas do negócio.


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